sábado, 29 de agosto de 2009

Quando Amanhecer - parte I

Era Janeiro, final de janeiro. Gabriela se acabava em mais uma festa com seus amigos. Já era 2 da manhã e todos eles estavam bêbados, concientes e pedindo mais. A pista de dança estava com pouca iluminação, as luzes piscavam e milhares de musicas faziam essa garota que parecia incontrolável se soltar, foi assim por horas, até que ela o viu. Marcelo , esse era o nome do cara quase nerd que fez o coração de Gabriela bater mais forte, ele era o tipo 'casavel' inteligente, bunitinho, romantico... tudo que uma garota quer, e Gabriela então , era mais do que querer. Ela passou a madrugada inteira olhando o cara, trocando alguns olhares e até arriscou trocar algumas palavras com ele no meio daquela pista de loucos, não deu certo. Depois de algumas horas e algumas mais latinhas, quase já amanhecendo, ela criou coragem e foi até ele. Bêbado é tudo igual, diz o que acha que pensa e no final nem se lembra do que disse, mas Marcelo era um garoto engraçado e admitiu que até achou bunitinho a cena de garota dizendo que não viviria sem ele. Era 6 da manhã Gabriela e Marcelo saiam de mãos dadas da festa e uma garrafa de whisky na outra mão.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

sem comparações de amor.

acho que encontrei uma nova musica para o que ainda posso chamar de nossa
eu não preciso de compania , por que eu tenho você e você me tem
e isso é tudo que eu preciso e só assim está tudo bem.
Eu te penso, e você não me pensa.
Eu mal espero poder chegar em casa
e por alguns segundos te ter e te chamar de minha.
mal espero... te tocar
mal espero chegar em casa e durmir sozinha
por que eu te tenho e você me tem
e agora está tudo bem.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

agora só me resta achar um limão .

Se você não encontrou sua metade da laranja, procure sua metade do limão, junte açúcar, cachaça e gelo…
“Eu quero ir embora, eu quero um amor que me carregue para longe daqui, que me leve, me leve, me leve embora, me ame com força e desespero, machuque minha boca no primeiro beijo porque queria muito, que tatue meu nome no braço mesmo sabendo que não é para sempre. Vamos fugir, vamos sumir, ser estranhos longe de todo mundo.
Eu quero um amor que me puxe com força e não me dê opção senão me deixar levar, eu quero ir, eu quero ir, eu quero ir embora daqui. Eu quero um amor que me perca, me ache, me deixe tonto e confuso, eu quero, eu quero um amor que me leve, que perca, me ache, que me ganhe de cara.
Que me guie, me guarde, me governe, me ilumine, me incendeie, me cause insônia e raiva e ciúme e lágrimas e febre e riso. Eu quero um amor que me canse, me canse, não canse nunca e me canse e se canse.
Eu quero um amor de verdade, puro, limpo, imaculado, sagrado, que vá até o fundo, até onde ninguém foi. Eu quero um amor que me olhe nos olhos, não tenha medo de se jogar no abismo, de se jogar em mim, disposto a arder no inferno por nós.
Que esteja lá não importando para onde eu queira ir. Eu quero um amor de janta e café da manhã, que não prometa nada, que não dê nada além do que for tão verdadeiro que me deixe doente, louco, rouco, suado, cansado, que arranque minha paz junto com meu coração.
Eu quero um amor que me leve até o fim… “

domingo, 16 de agosto de 2009

OUT !

o vazio de não ter ninguem
procurar nos lugares errados
cinemas, bares e esquinas já não servem para nada.
O vazio de um copo cheio de wisky barato
a escuradão do balcão
esconde minha triste face
o garçom que mal espera eu terminar meu copo, já o enche
mas vazio sou eu
amargo
sem coração
chegando a ser até frio, nada mais me aquece, nem mesmo o wisky barato. Deixo aquela mesa de bar, casbibaixo e sigo minha direção, volte. volte para mim e traga minha felicidade de volta e eu que achava que eu era digno de tanto amor, acabei vazio como o copo que deixei no balcão.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Intrusa.

para onde eu vou ?
se nem um lugar me pertense mais
acho que as coisas não é para dar certo mesmo
me sinto uma intrusa toda vez que me mandam ir embora
e é isso que no final das coisas eu sou
uma intrusa

sábado, 1 de agosto de 2009

1 de agosto.

a cidade da solidão
onde a minha felicidade não sobrevive
onde está?
estou voltando a aquela praia, onde o mar é negro e não à vida alguma nele
onde não tem peixes, não tem algas
só uma imensa agua negra
e eu estou na praia , prestes a imergir nas aguas
olhar baixo
sem brilho
como se tivesse me apagado
eu vou caminhando
onde está?
e vou caminhando, vou deixando a agua cubrir meus pés
meus juelhos
minha cintura
e eu vou me levando por ela, com aquele mesmo olhar vazio
onde está?
onde esta você?

Fake Plastic Trees-Radiohead

Estou aqui olhando para o teto
ouvindo aquele maldito CD que te toca
são exatamente 16 musicas e todas elas falam sobre você
sobre cada momento que eu revivo aqui deitada olhando o teto e o pensamento lá em você.
Quem me dera ser quem vocÇe queria
e só por mais uma vez você me aceitaria.
Olhando o teto posso ver eu sorrindo
somos nós, sorrindo.
Lindo ver o passado assim
olhando para o teto.