domingo, 21 de fevereiro de 2010

A roupa da moda.

Querido, acorde e sinta esse dia. Sinta o sol iluminar seu rosto, querido, sinta a brisa embaraçar o seu cabelo. Sorria.
Filho acorde !
Olhe ao seu redor, o que está acontecendo?
você não vê seus irmãos, você não se vê ?
Sinta o sol queimar seu rosto e veja seus irmãos morrerem por você.
Durma criança o noticiario já não fala mais a verdade, não esqueça de fazer a sua parte, apenas ore... Que Deus os abençõe e os alimente, e me dê o carro do ano no natal.
Criança não cresça, sente aqui, eu vou lhe contar como é o mundo. Sinta o sol iluminar seu rosto, a brisa embaraçar o cabelo, filho sirva-se de um delicioso panetone, e não se esqueça dos seus irmãos que morrem de fome.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Minha tão odiada tia.

Era uma noite comum na casa da minha família Lacerda, apesar de eu, Jéssica Borges, neta do meio de Sebastiana Lacerda, ser uma Borges. A noite estava ocorrendo irritavelmente normal, eu com raiva de todos ali e astuta sabendo que a qualquer momento um bote de alguém me atacaria. Levei vários botes, mas nenhum me atingiu, eu continuava firme como uma dama de gelo. Eu estava no meu quarto ouvindo uma boa música e fazendo meu dever, até que ouço meu nome ser tocado na sala, eu tenho uma espécie de sensor, sempre que alguém diz meu nome eu já fico na defenciva, não importa o que eu esteja fazendo, durmindo ou concentrada em alguma coisa. E assim foi, minha vó disse meu nome, imediatamente abaixei o som e olhei para o espelho á minha frente na parede, logo pensei '' O que essa vaca está falando ? '' . Acalmei os meus pensamentos e os voltei para a conversa da minha desaventurada avó. Não teve muito o que ouvir, por que não houve muito diálogo, pois fora cortado por alguns soluços de choro, era Cláudia, minha detestável tia, mas eu só a chamo de Cláudia mesmo, ás vezes para irrita-lá a chamo de Cláudinha, ela odeia e eu amo. A presença dela me encomodava tanto que era difícil disfarçar, aliás, eu nem disfarçava, eu apenas a comprimentava por entre os dentes para não parecer tão mal educada como tenho vontade de ser. Ela estava chorando, um choro triste, de quem tanto sofre. Ela soluçava e eu me lembrei que eu tambem soluço quando choro. Ela abriu a boca para falar algo, imagino que ela queria gritar de dor e agonia, ela mau falava e minha vó já a rebatia. Ela chorava tanto, que eu me senti mal, nunca pensei que eu me sentiria mal por ela, minha tão odiada tia. Queria que ela ficasse bem e seus interesses fossem conquistados. Ao mesmo tempo tomando essa consciência vi o tanto que minha vó ama a sua Familia Lacerda, talvez ela ate me ame, eu, Borges, mas não sei, tenho minha dúvidas, analisarei minha desgostosa vó, depois. Minha tia por sua vez aumentou seu tom de voz, ela estava falando o que a maguava tanto e naquele momento, ouvindo o que ela dizia eu me convenci do que eu mais temia, como eu sou parecia com minha tão odiada tia.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Saia do armário.

Você some e aparece
Me aparece quando quer
e some sem ao menos se despedir
passo um tempo em abstinência a ti, querendo te encontrar, talvez
mas quando você aparece, te encontrei mais uma vez.

Você é um meio mistério
sua outra parte, tambem.
Mistérios que eu posso conhecer
se você permitir.
Sei apenas o que você quer que eu saiba de você
e eu gosto de você

Aparece em minha porta mais uma vez
com uma rosa em sua mão
e dizendo que não ve a hora de se ver em meu olhar
e ouvir eu te dizer mais uma vez, fique.