quinta-feira, 29 de abril de 2010

Desabafe amor

Hoje eu descubri como é ser você.
hoje eu sei exatamente o que você pensa e como.
sei o que você sente, hoje eu sou você.
Por uma hora eu senti a dor que você sente.
senti tambem o que te encomoda, o que tanto te pertuba
Hoje finalmente posso te dizer que te conheço
agora eu sei quem é você.
Não me agradou muito no inicio, pensei até em ir embora
mas sem você, não dá.
eu já deixei muitos e parti
mas dessa vez, eu não quero ir.
eu quero ficar .
eu quero ficar com você, e ser você e sair com você.
sair daqui
e ficar com você.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Seu nariz.

Não é dia se eu não ti vejo, é uma janela que não se abre, meu sol. Nos teus olhos eu descubri uma razão para sorrir e na sua boca um motivo para ficar. O tempo é nosso maior inimigo e nosso melhor amigo. Não à tempo melhor quando estou contigo. Você é a melhor parte do meu dia. Maldita seja a hora que te vejo partir. Com você fica parte de mim e comigo, apenas a sua falta. Anda, acorda meu amor, o dia esta acabando e logo o meu sol vai se pôr. Bom é contigo ver o sol nascer te beijar e olhar teus olhos. Sorria por que eu estou sorrindo tambem. Seja meu sol e faça sombra com suas costas. me abraçe e não saia, em suas costas as pontas dos meus dedos exploram cada detalhe e você segura minha nuca, beijar suas mãos e olhar sua boca. Amor respire o mundo e a mim tambem. Eu te amo. Agora o nosso mundo é seu quarto e nosso mar, nós. Respire a mim tambem.

terça-feira, 6 de abril de 2010

mundos e desmundos.

Eu era uma criança no portão
vendo o movimento da rua, meus olhos negros como a noite,
meus cabelos lisos caiam em meus ombros,
lembro que os carros passavam à minha frente, e eu pensava em nada, apenas observava por entre as grades.
Nunca fui do tipo de criança que tinha amigos, mas compesação sempre fui uma menina apaixonada, silenciosa mas apaixonada.
Lembro que meu maior passatempo era separar a grande folha de uma pequena árvore que minha mãe tinha no quintal, eu passava horas e horas despedaçando-a. Isso quando eu não deitava no enorme gramado, mal plantado que tinha no nosso quintal, só para sentir as horas passar.
Meu mundo era ele, o meu quintal. Minha bicicleta tricíclo era meu automóvel, meus animais de estimação eram meus amigos, mas eu sempre os via partir sem um adeus. E eu, os enterrava ali mesmo, no meu quintal. Jimmy, o coelho branco, o peixinho, o meu peixe dourado, e por fim Cristal, minha gatinha siamesa. Meus dias eram muitos turbulentos. Minha mãe nunca teve muita condição de ficar correndo atras de mim, tanto por que , correr é uma coisa impossível para ela. Meu pai nunca foi do tipo de homem que eu gostaria como pai dos filhos, principalmente quando solbe que minha querida babá, que jogava belas tardes comigo de jogo da memória... estava tendo um caso com meu pai. Eu fui crescendo, e os meus problemas de criança já não eram simples problemas de criança. Foi assim até que minha tia, não tão próxima, veio me buscar. Lembro que ela era loira e muito bonita. Ela e seu marido bonzinho, me chamavam de filha, e eu até tinha um sobrenome bonito, Hayne... é alemão. Mas de alemã eu não tenho nada, sou mesmo ... bom, eu nem sei o que sou, sei que nasci em Caçu, onde foi que arrumei meus primeiros amigos e vivi com minha primeira familia 'certinha'. Lembro da nossa casa grande, com piscina e um belo gramado, dessa vez bem plantado e irrigado todos os dias. Mais uma vez eu tive um mundo, o meu gramado, meu reino de fantasia e minha piscina, meu mar. Mantive minha característica de menina apaixonada. Fui apaixonada pelo menino que sentava á minha frente por 5 anos, eu nunca contei a ele. De Caçu para Goiania, de Goiania para Caçu, de Caçu para Brasilia. Ah! Brasilia! , como diz Renato Russo, ''neste país lugar melhor não há''. Lá, meu mundo não era mais um quintal e meu mar não era mais minha piscina. Meu mundo era meu primeiro namorado e meu mar, seu sorriso. Foram 7 meses de puro amor e traição. Me despedi dele com um chingamento qualquer e peguei um onibus de volta a minha terra. Caçu estava lá, assim como Cristo, me esperando de braços abertos. Mas minha vida de interior e minha familia 'certinha' não durou o bastante. Fui me encontrar em Quirinopolis, que fez do mundo o meu mundo, e meu mar, meus olhos. E de lá eu saiu uma moça que ainda passa tardes deitada no gramado mal plantado sem me esquecer da criança no portão. Vida longa a juventude e as minhas idas e vindas !

Foda-se

Foda-se se vai dar problema
vai em frente, se divirta !
Foda-se se vão brigar contigo a hora que voce chegar em casa, cantarole e aproveite!
foda-se a sua prova de amanhã, eu não estou para ninguem e nem para nada.
Eu quero mesmo é uma praia, frio e muita cachaça.
Um bom vinho uma vez por mes e sexo se me vier à cabeça.
Quero dinheiro para gastar, e nada no pé.
Areia e mar.
pode vim o que vier.

Eu não ligo
Estou ao contrário
Querendo sair do buraco
E ao mesmo tempo, permanecer.

domingo, 4 de abril de 2010

Rainha de pedra ou doce florzinha.

Pessoas chatas ao meu redor.
Eu não gosto desse, credo ! não suporto aquele, ai gente... socorro... vamos para outro lugar ?
só deve haver um motivo muito infeliz para mim não gostar de quase todo mundo. Tem até aqueles que eu sinto uma certa, antipatia.... se é que me entendem. Pessoas que são considerados socialmente, muito , muito importante para nós, como meus pais, avos, tios, e cia. Ai, Deus que me perdoe. Mas quando eu olho aquelas caras gordinhas e olhos miúdos, dizendo algo irônico, e quando completam suas desventuradas frases e as assinam com um sorriso amarelo, he he he. Ô vontade de dar-lhes um tapa na cara e por fim, assinar meu ato com um sorriso amarelo e me virar, á francesa. Mas não, eu olho para eles com o meu olhar vago, mil e uma respostas grosseiras passam pela minha cabeça, mas eu continuo com a boca fechada, eu respiro, e saiu. Quase me explodi, mas eu continuo pedra. Há. Mas a verdade é que pedra também sangra. Acho que o problema, agora não vendo por um ângulo jessicalógico... seja eu. Claro! quem mais poderia? Infeliz sou eu, que tenho que acordar comigo e me aguentar o dia inteiro. Quem me dera ser doce e sorrir o tempo todo. Vou despedir desse meu pensamento e o carimbar como, não concluído.