segunda-feira, 9 de agosto de 2010

querido papai.

A muito tempo eu tive um pai.
Um pai que traia minha mãe e batia nela sempre depois de um trabalho duro.
Meu pai era um bom pai, apesar de ser um péssimo marido.
Eu adorava nossas tardes juntos, eu nunca tive muitos amigos mas meu pai valia por um milhão deles.
Quando ele chegava em casa, eu fazia uma festa, pulava nele, corria a casa inteira, o meu amigo veio me visitar. O meu pai gostava de dizer que eu era uma princesa e me balançava alto em seus braços fortes e seguros. Eu podia voar, eu sei disso.
Os meus dias eram bons. Eu me sentia protegida e amada pelo meu grande amigo, meu grande pai, eu sabia que ele jamais ia me abandonar, seriamos amigos para sempre!
O meu rei, ainda cansado, me jogava em seus ombros e corria comigo no quintal inteiro. Eu ria tanto e como se não bastasse ele me jogava no chão e me enchia de cócegas. E o tempo passou, e cada segundo desse tempo eu tinha certeza que eu não queria que esse segundo terminasse, era muito bom ter o meu anjinho amigo por perto. Um dia então, que parecia normal como todos os outros dias, o meu pai não voltou para casa. Ele me deixou lá o esperando, cada minuto que passava parecia horas, onde estava o meu amigo? eu estava com medo, será que aconteceu algo com o meu pai? minha mamãe estava chorando, ela não queria que eu soubesse por isso ela trancou a porta, ela chorava baixinho. Eu olhava pela janela a procura do meu pai para me fazer voar novamente, mas ele não voltou e eu nunca mais voei. Feliz dia dos Pais, Pai.

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