sábado, 12 de fevereiro de 2011

All you need is love.

meu nome é Mark, Mark David Champman. Nasci em 1960. Eu fui um dos poucos que tiveram a sorte de conhecer o maravilhoso e revolucionário anos 60. Desde de criança o meu pai, um músico de bar, me influenciou a ouvir e a cantar todas as suas bandas favoritas de rock and roll e entre elas estava The Beatles que por uma razão, que eu ainda não entendia, o porque que todos iam a loucura quando os ouvia, até mesmo a minha mãe gritava freneticamente ao som da guitarra rítmica de John Lennon. Eu fui crescendo e a paixão pela rock and roll foi crescendo junto a mim, com 9 anos eu ja sabia tocar violão, digo, eu ja sabia tocar uma unica música no meu velho violão, yellow submarine. Com 15 anos resolvi montar a minha propria banda, assim como o meu maior ídolo de liverpool John Lennon. Nós ate nomeamos a banda com um nome parecido, beats. Eu era o vocal e tocava violão, assim como Lennon. Lembro que procurei integrantes da banda com nome parecidos com os integrante dos Beatles. E assim foi seguindo a minha adolescência regada por drogas e sexo, assim como o rock and roll pregava. Aos 17 anos meus pais já estavam começando a ficar preocupados com esse meu fanatismo pelos Beatles e em especial pelo John Lennon, lembro que eles diziam que eu estava doente que eu estava ficando Johncolatra. Resolvi então que eu ia começar a trabalhar, esse papo ai de Johncolatra já estava me enchendo o saco e afinal, eu poderia me vestir como o John, morar em outro lugar, estocar umas cocaína e quem sabe ate um dia realizar o meu maior sonho, ir no show dos Beatles. No dia seguinte acordei cedo e fui procurar um emprego, eu lembro que foi bem difícil ( risos). A minha fama na cidade não era lá uma das melhores. Todos os proprietários e patrões que eu perguntava sobre um emprego, todos diziam a mesma coisa:
'' Desculpe filho, receio que não há lugar para viciados aqui ''
Eu devo ter ido em pelo menos em 11 lugares. Foi quando eu arrisquei e entrei em uma estação de radio, eles estavam precisando de pessoas e mal lhes importava se eu fumasse um baseado aqui ou ali. Foi ali que eu comecei a trabalhar pela primeira vez, ganhava pouco mas dava para fazer tudo o que eu queria fazer, e ir para o show dos Beatles era só economizar um pouquinho. Em 1980 eu já tinha 20 anos e estava pegando o primeiro ônibus para a capital, finalmente eu ia ver Beatles e o meu querido John. Eu estava tão louco, meu olho estava tão pequeno quanto uma ponta de uma agulha, vermelho vermelho vermelho. Cheguei no show, a primeira coisa que eu fiz foi ir no banheiro, para esvaziar a bexiga e cheirar um pouquinho, é claro. Quando sai do banheiro um clarão, e la estava eles e ele. Todos, como na minha infância, foram a loucura. O John começou a dizer algo sobre a paz e protesto e ele disse também que era legal ser hippie. O show foi maravilhoso ! como eu queria ser John Lennon, ter a fama que ele tem, ter a vida que ele tem, ser ele. Cheguei em minha cidade e a primeira coisa que eu fiz foi largar o meu emprego e me mudar para a cidade de John Lennon, Nova York. Lembro que foi um sentimento maravilho estar morando na mesma cidade que Lennon. Nos fins de semana eu pegava um taxi e ia ver as palestras do John a favor da paz, que homem maravilhoso, eu pensava. Eu me perguntava ''por que eu não posso ser John Lennon ?'' . O John foi um pai para mim, ele me deu os trilhos para seguir minha vida, os mesmos trilhos que ele seguiu. Comecei a querer fazer parte da vida de John,'' ele poderia ser meu amigos não é ?'' eu pensava. Um dia resolvi ir ao prédio dele apenas para ficar observando de longe o apartamento dele e imaginando que uma hora ele ia sair la de fora e assinar para mim, era um pensamento viciante, mais viciante até mesmo que a maconha. Eu queria ser John Lennon, eu tinha que ser, eu fiz as mesmas coisas que ele. Então, um dia voltando de mais um passeio do prédio do John Lennon, passando por um beco, eu fui assaltado. Não levaram muita coisa, levaram apenas o dinheiro da carteira, mas questão é , que aquele dinheiro era o dinheiro para comprar a primeira cadeira da próxima palestra pacifica do Lennon, essa era a minha unica chance de conseguir chegar pelo menos perto dele e pedir um autografo. Revoltado, juntei uma grana e comprei uma arma, quero ver quem é o próximo ladrão que vai me assaltar. E por fim, no dia 8 de dezembro acordei radiante, e me sentindo com sorte, tive um ótimo dia vendo mtv, fumando maconha e vendo varias palavras revolucionarias do Lennon sobre a paz, no começo da tarde tive uma idéia, pensei '' hey, por que eu não pego a minha caderneta, e vou dar um passeio eu até posso dar uma passadinha no apartamento de John''. E la fui eu, com a minha caderneta, uma caneta( se caso John não tivesse) e levei também a minha arma caso um ladrãozinho apareça novamente. Dei pequenas voltas de taxi em torno do apartamento do meu querido ídolo ate que avisto de longe, Lennon e sua esposa. Era uma chance unica, eu estava surtando, era como se eu tivesse pego todos os êxtases que eu tive em toda minha vida e tivesse tido todos eles nesse momento. Pulei do taxi e fui correndo e gritando em direção ao casal pacifista à minha frente, '' Lennon , Lennon , espere, eu sou um grande fã seu, autografe a minha caderneta para mim? '' eu continue falando, enquanto John deu um largo sorriso e me disse, '' Claro '' . Eu disse a ele, '' John eu te amo, eu queria muito ser você'', nós dois rimos. O John me deu um tapinha no ombro e se virou e foi andando em direção a sua esposa. Eu fui vendo aquela cena linda, um dos meus sonhos mais cobiçados ter sido realizado, que mundo lindo, eu disse para mim mesmo. As minhas mãos estavam soando, foi quando eu as botei no bolso e quando as levei de volta trouxe com elas a minha arma, eu não pensei nem por um momento, e matei John Lennon, com cinco tiros nas costas. Motivo ? Ele não me deu os mesmos trilhos da vida dele, eu queria uma fama igual a John Lennon, e eu não tinha nada, ninguém me conhecia. E por isso fiz o que fiz, e não me arrependo. Obrigado pela oportunidade de botar a minha visão sobre a morte de Lennon e falar sobre a minha vida. Estou muito emocionado por estar escrevendo para vocês, revista Ídolos, agora de dentro de uma prisão, eu me sinto glorioso, por estar falando para pessoas de outro pais, como o Brasil, agora eu finalmente tenho a fama que eu tanto mereço.

Grato, Mark Chapman

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

admiro as pessoas de cidades pequenas, é !
eu realmente as admiro
admiro especialmente aquelas que se preservam, que são antiquadas
que são velhas !
pronto , falei
é, eu gosto de coisas velhas e de pessoas velhas tambem, e quanto mais velho melhor !
eles sim sabem admirar um dia
ver o ceu azul, admirar os passaros que voam por sobre sua cabeça, ver as cores do arco-iris e tentam encontrar todas as sete cores nele, até ele sumir no horizonte oposto. Pessoas velhas conseguem ainda ver formatos nas nuvens, elas ainda assobiam e acreditam que cumprimentar qualquer pessoa na rua, mesmo que não se conheça é uma questão de educação. Pessoas velhas não acham que conversar com as flores seja loucura. Pessoas velhas acreditam que ' What a wonderfull world'' de Louis Amrstrong, não está em New York City, '' What a wonderfull world'' está bem aqui, bem aqui mesmo, aonde voce se encontra, procure amanha olhar com outros olhos o seu cotidiano, veja com os olhos de uma pessoa idosa, veja com os olhos de alguem que nunca enxergou, procure perceber as belezas em algo que para voce é banal, olhe para a sua esposa melhor, olhe para o seu subrinho e veja que ele não é um pestinha e sim uma criança, olhe para seu pai e diga que o ama.
''And I think to myself, what a wonderful world''

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Lamento informar que não sou boa escritora, admiro Machado por sempre escrever textos maravilhosos que encantam a todos e alguns mais. A verdade é que eu não tenho mais inspiração, alias, onde é que ela foi parar ?
talvez se perdeu em algum beijo por ai deixado para tras, ou algum abraço, ou um apelido carinhoso que se perdeu em outros lábios.

enfim, é isso que aconteceu, e este é o desgraçado motivo que não consigo mais escrever. O verdadeiro motivo por mudar o rumo da minha carreira profissional.

Estou declarando isto a mim mesma, leitor, obtendo remota esperança que a minha inspiração retorne de volta para mim.