quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

seculo XXI-a cidade sem mar

Querido Marinheiro, ja perdi as contas de quantas vezes lhe escrevi, gostaria de poder escrever mais sobre outras coisas. Quem diria que a minha inspiração se tornou carnal, quem diria que um simples estado de alma se tornou voce ? Querido marinheiro, se queres ir, vá. Mas pense bem, logo vamos nos encontrar e  sei que voce vai querer me ver dançar. Ver dançar em seus braços, do toque da pele macia do cheiro de cigarro mentolado que voce odeia,mesmo que não fale, meu querido colecionador de decepções. Ou talvez eu já esteja velha, e precise de mais aspirinas já que falo para um Marinheiro que não me responde, para um Marinheiro que não me olha no olho e que não me toca a mão. Sou arpão aos seus olhos, ele sabe, nós sabemos... que se nos aproximarmos, iriei lhe atravessar o coração e mais uma vez Marinheiro, tu irá morrer em meus braços. Não quero que seus lábios fiquem frios, por isso irei beija-los mais uma vez, te darei o calor do meu amor e em troca quero um pouco de afeto. Tirarei minhas sapatilhas para me deitar junto ao seu corpo com seu cheiro de peixe, e rolar em meio a sua pele cascada. Quer me ver ao palco do camarim e cuspir me a cara por aquele meu ato tão mirim. Te vejo em breve Marinheiro, quando entrar a bordo, vou chorar pelo desvaneio e nunca mais vou esquecer do teu cheiro.
Um beijo
de sua Bailarina

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